VINYARINYAR



i.e. do Quênya, inventado por Tolkien. VINYAR, notícias/novidades; -NYAR, meus/minhas

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Quinta-feira, Novembro 27, 2003



Vinyarinyar assocciado com a mACa produções, tráz a todos mais uma superprodução: SMOKE KILLS










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Quarta-feira, Novembro 26, 2003



Ctrl+C e Ctrl+V

CONFIRMADO: Iron Maiden vem ao Brasil em Janeiro! =D
Segunda¸ 24 de Novembro de 2003 - por Borbs (www.cudojudas.com)



Essa é exclusiva do Judão: Iron Maiden virá para o Brasil em Janeiro! Já pode ir preparando a camiseta preta com o Eddie, a garganta que nos dias 16 e 17 de Janeiro, no Rio e em São Paulo respectivamente, a Dama de Ferro tocará! É NÓIS, PORRA! =D

Na sexta, lá no Rio, o show ceará no ATL Hall. No sábado, aqui em Sampa, o show ceará no estádio do Pacaembu... E o Enorme Judas lá estará, pode ter certeza! =D

No site oficial da banda, Bruce Dickinson, o vocalista, parece tá bastante empolgado. "Nós sabemos que nossos amigos da América do Sul estão passando por dificuldades com tanto problema na economia e nós vamos tentar dar uma levantada no espírito deles", disse. Ceará que o preço dos ingressos farão juz a isso? =D

AGORA VAI! =D


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Domingo, Novembro 23, 2003



Atualização dupla!!!

Antes tarde do que nunca! Miracleman 8
finalmente no ar!! Como muitos devem saber, esse número foi apenas um "tapa-buraco", uma espécie de edição de transição, preparando o terreno para as histórias inéditas do Moore (já que as 7 aventuras anteriores eram republicações das histórias publicadas na revista inglesa Warrior). Os motivos disto são explicados pela própria editora original, Cat Yronwoode, que aqui aparece como mestre de cerimônia, apresentando dois clássicos de 1955 feitos por Mick Anglo, criador do herói.
As traduções ficaram a cargo do Leandro Azeredo (do MBB) e do Abin Sur (do DC++). Agradeço aos dois pelo ótimo trabalho.

E, seguindo nossa programação normal, Miracleman: Apocrypha 2, com 3 novos contos sob a batuta de Kurt Busiek, Stefan Petrucha e Dick Foreman e com as belas introduções dos senhores Neil Gaiman e Mark Buckingham.

Na próxima atualização, a derradeira edição de Apocrypha, com a participação de ninguém menos que Alex Ross. Não percam!!



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SÉRIE B EM NÚMEROS:

Campanha dentro de casa:

03/mai - Palmeiras 1 x 1 América-RN
17/mai - Palmeiras 4 x 0 São Raimundo
31/mai - Palmeiras 1 x 1 CRB
14/ jun - Palmeiras 5 x 0 Mogi Mirim
21/ jun - Palmeiras 0 x 0 Botafogo
05/ jul - Palmeiras 2 x 1 Joinville
19/ jul - Palmeiras 1 x 0 Londrina
09/ago - Palmeiras 4 x 3 Portuguesa
23/ago - Palmeiras 5 x 1 União São João
30/ago - Palmeiras 2 x 2 Sport
13/set - Palmeirasi2 x 2 Gama
27/set - Palmeiras 2 x 1 Vila Nova
07/out - Palmeiras 3 x 2 Brasiliense
18 out - Palmeiras 2ix 3 Sport
25/out - Palmeiras 2 x 0 Santa Cruz
05/nov - Palmeiras 1 x 0 Sport
15/nov - Palmeiras 2 x 0 Marília

17J / 11 V / 5 V / 1D / 39 GP / 17 GC
Aproveitamento: 74,5%

Campanha fora de casa:

26/abr - Brasiliense 1 x 1 Palmeiras
10/mai - Náutico 2 x 1 Palmeiras
27/mai - Caxias 1 x 4 Palmeiras
07/jun - Santa Cruz 2 x 2 Palmeiras
28/jun - América-MG 0 x 3 Palmeiras
12/jul - Anapolina 1 x 2 Palmeiras
26/jul - Remo 2 x 1 Palmeiras
02/ago - Paulista 1 x 2 Palmeiras
16/ago - Ceará 1 x 1 Palmeiras
06/set - Marília 1 x 2 Palmeiras
20/set - Avaí 1 x 6 Palmeiras
04/out - Santa Cruz 1 x 3 Palmeiras
11/out - Sport 1 x 2 Palmeiras
21/out - Brasiliense 1 x 2 Palmeiras
01/nov - Botafogo 1 x 1 Palmeiras
08/nov - Marília 0 x 2 Palmeiras

16J / 9 V / 4 E / 2 D / 35 GP / 17 GP
Aproveitamento: 64,5%


Total de jogos na Série B:

33 J / 20 V / 9 E / 3 D / 74 GP / 34 GC
Aproveitamento: 69,9%


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SUBIU!!!!!!!
Olê! Olê, olê, olê! Porco! Porco!


O principal objetivo do Palmeiras em 2003 foi conquistado. Trezentos e setenta dias após ser rebaixado à Segunda Divisão, o Verdão está de volta à elite do futebol brasileiro. Os torcedores palmeirense respiram aliviados: o pesadelo terminou, e de forma justa e honrosa. O Palmeiras foi rebaixado em campo e dentro dele resgatou sua honra e distribuiu alegria à sua grande torcida.

Um dos clubes mais vitoriosos do Brasil, a Sociedade Esportiva Palmeiras conviveu com uma realidade desconhecida em seus 89 anos de glórias. Acostumado a brigar por títulos dos principais torneios nacionais e internacionais, o clube teve que se enquadrar ao estilo "truculento e disputado" da Série B, onde muitos times privilegiam a disposição física e a garra dos seus jogadores, já que não dispõe de receita para grandes contratações.

O Palmeiras deparou-se ainda com gramados ruins, desconhecidos, viagens desgastantes, distantes e a pressão sobre Jair Picerni e os jogadores tornaram a missão ainda mais complica. Nada disso, porém, foi capaz de impedir que ela fosse concluída com êxito.

Jair Picerni chegou ao clube no final de 2002 com um objetivo definido: conduzir o Palmeiras à Primeira Divisão. Com um passado vitorioso no São Caetano, foi a aposta de uma diretoria criticada e colocada em xeque por sua própria torcida.

A primeira tarefa de Picerni foi reestruturar o clube para disputar o Campeonato Paulista. No entanto, um futebol nada convincente e um elenco pouco confiável fizeram o ambiente ferver no Palestra Itália. A eliminação na fase semifinal para seu maior rival, o Corinthians (sem oferecer muita resistência e sofrendo uma goleada: 4 a 2) fez uma tenebrosa dúvida surgir na cabeça do palmeirense: Será que vamos subir à Primeira Divisão? Pouco antes da estréia na Série B, uma derrota histórica: 7 a 2 para o Vitória, em pleno Palestra Itália, praticamente eliminou o Verdão da Copa do Brasil.

O começo na Série B foi irregular. De cara, dois empates (Brasiliense e América-RN) e uma derrota (Náutico), aumentaram as dúvidas. Em seguida, duas goleadas, 4 a 0 no São Raimundo e 4 x 1 no Caxias emplacaram um sentimento de confiança. Nas arquibancadas, um fato preponderante para o triunfo. A cada vitória, o palmeirense foi se envolvendo por uma clima de euforia e o Palestra Itália "ficou pequeno" para a cada jogo.

Ao longo de toda a campanha, a torcida ficou ao lado do time e manifestou seu apoio de forma incondicional. Nem mesmo alguns empates dentro de casa a fizeram desanimar. No final, o Palmeiras foi o clube que mais levou torcedores ao seu estádio, com uma média superior a 16 mil torcedores.

Com o decorrer do campeonato, as incertezas foram desaparecendo, os jogadores se entrosando e resultados agradando. Jair Picerni conseguiu dar padrão tático à equipe, teve a confiança do elenco e os resultados positivos surgiram juntamente com um bom futebol. Quando embalou, foi difícil segurar e a primeira fase teve o Palmeiras na liderança absoluta, seis pontos à frente do Botafogo.

Vieram os quadrangulares semifinal e final. "Agora eles irão tremer", pensaram os outros torcedores. Errado. Vencendo em casa e conquistando pontos importantes como visitante, o Palmeiras surpreendeu. Atletas revelados nas categorias de base, como Vágner Love, Diego Souza, Edmílson e Alceu, ajudados pelos demais companheiros, mostraram personalidade nos momentos de decisão.

A diretoria do Palmeiras não contratou medalhões para a Série B. Apostou nos pratas-da-casa e, planejando, ou não, acabou acertando. Revelados na campanha do vice-campeonato da Copa São Paulo de Juniores deste ano, Vágner, Alceu, Diego e Edmílson, ao lado das boas contratações, Lúcio, Baiano, Daniel, além do consagrado Marcos, entre outros, foram fundamentais na conquista do acesso, cravaram seus nomes na galeria dos imortais da Academia de Futebol e trouxeram esperança a uma torcida que mostrou fidelidade e paixão pela Sociedade Esportiva Palmeiras.

Pesquisa e textos: Arturo Pacheco, Dani Arruda, Rafael Presilli e Thiago Salatta Design: Cláudio A. de Azevedo


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Sábado, Novembro 15, 2003



Alguém pode me dizer qual é a marca de tabaco que este cara usa?



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Quinta-feira, Novembro 13, 2003



Bom, já estou com 23 anos... O tempo passou muito rápido, acho que está na hora de criar minha própria teoria filosófica:

¿Nós seres humanos não temos noção da amplitude a qual estamos inseridos, desconhecemos todo o complexo sistema que nos rege, deixando-nos vagando em busca de respostas.
O destino, nada mais é do que uma instância imaginária, da mesma forma que a sorte também nos é, nós somos fruto do tempo imediato, resultado de uma complexa combinação de fatores, que nos levam a seguir nosso caminho.
Imagine um homem, que ao tomar conhecimento das infinitas possibilidades de escolha possíveis, as quais cada uma dessas escolhas desencadeia outras infinitas escolhas, e este homem vai moldando sua própria vida, a partir das escolhas que vai fazendo ao longo dela, tornando assim a noção de tempo Única, onde existe apenas uma escolha entre todas as possíveis. Este homem somos nós, todas as pessoas possuem este homem pleno dentro de si, o que nos cabe é buscar essa essência em nós mesmos e só assim nos tornar senhores de nós mesmos, vivendo uma outra vida, muito mais plena do que se a vivêssemos na escuridão que o desconhecimento nos causa.
Deus, nesse contexto, é aquele que conhece e nos fornece as opções a serem escolhidas, nos deixando ao mesmo tempo presos à Sua vontade e também livres o suficiente dentro do caminho que vamos traçando em nossa vida.
Cabe a nós todos buscar a energia fundamental dentro de nós e somente assim nos desprender da realidade que nos cerca.¿

Espero poder conhecer a opinião de todos nos comentários!



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Quarta-feira, Novembro 12, 2003



Alguém aqui se lembra de quando se está no ginásio (hoje fundamental 2, ou 5ª a 8ª série) e as meninas viviam perguntando qual o tamanho de nossos pés (homens)?

Eu tentava imaginar qual a relação entre o tamanho dos meus pés e do tamanho do meu pênis, ainda mais porque eu sempre tive os pés pequenos e, modéstia parte, nunca tive problemas com... deixa prá la.

Voltando, existe um site onde se desenvolveu uma complexa equação de relação entre os tamanhos, o site é o: Clique aqui...

A tal tabela pode ser vista aqui: Clique aqui...



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Sábado, Novembro 08, 2003



O Henri me emprestou este excelente filme, de 1956...



O Sétimo Selo
Ingmar Bergman


Por Cibele Carvalho Quinelo (http://www.ufscar.br/~cinemais/frameosetimo.html)


O Diretor

Ernest Ingmar Bergman nasceu em Uppsala, na Suécia, em 1918. Filho de um pastor luterano, teve uma infância rígida, marcada por castigos psicológicos e corporais, temas freqüentes em seus trabalhos.
Começou a fazer e dirigir teatro ainda adolescente. Tornou-se famoso como roteirista na Suécia, escrevia para os maiores cineastas da época, e, com Sorrisos de Uma Noite de Amor fez seu nome como diretor de cinema, mas foi com O Sétimo Selo que ganhou fama internacional.
Foi o principal responsável pela recuperação, para o cinema sueco, do prestígio que este perdera na década de 20, com a partida de importantes cineastas para Hollywood.
Fez um total de 54 filmes, 39 peças para o radio e 126 produções teatrais, onde seus temas principais eram Deus, a Morte, a vida, o amor, a solidão, o universo feminino e a incomunicabilidade entre casais, tema onde foi pioneiro no cinema. Tornou-se autor completo de seus filmes e renovou a linguagem cinematográfica. Seus primeiros filmes trazem com freqüência influências do naturalismo e do romantismo do cinema francês dos anos 30. Alguns chegaram a ser repelidos por causa do erotismo e expressionismo.
E muito conhecido por seu domínio do metier, por seu conhecimento técnico de câmera, luzes, processos de montagem, criação de personagens e qualidade de celulóide e som. Sempre trabalhava com a mesma equipe técnica e de atores.
Ganhou Oscar com os filmes A Fonte da Donzela e Fanny e Alexander. Depois do ultimo deixou a direção de cinema, mas nunca abandonou o Teatro, o rádio e sua carreira como roteirista. Hoje Bergman está com 83 anos e vive na ilha de Farö, anunciou que irá voltar ao cinema como diretor neste ano e seu próximo filme será Anna, uma história sobre a Vida, a Morte e o Amor.

Da peça ao filme

Bergman dava aulas na Escola de Teatro de Malmö, em 1955. Procurava uma peça para encenar para alguns jovens. Acreditava que essa era a melhor maneira de ensinar. Nada encontrou e então resolveu escrever ele mesmo, dando o titulo de Uma pintura em madeira.
Era um exercício simples e consistia num certo numero de monólogos, menos uma parte. Um dos alunos se preparava para o setor de comédia musical, tinha uma aparência muito boa e ótima voz quando cantava, mas quando falava era uma catástrofe, ficando com o papel de mudo, e ele era o cavaleiro.
Trabalhou bastante com seus alunos e montou a peça. Ocorreu-lhe um dia que deveria fazer um filme da peça e tudo aconteceu naturalmente. Estava hospitalizado no Karolinska, em Estocolmo, o estomago não estava muito bom, e escreveu o roteiro, passando o script para o Svensk Film Industri, que não foi aceito, e só quando veio o sucesso Sorrisos de uma noite de amor (filme que recebeu um premio importante no festival de Cannes) que Ingmar obteve permissão para filmá-lo.
Bergman disse em uma entrevista "Foi baratissimo e muito simples", mas na biografia critica de Peter Cowie, a origem de O Sétimo Selo é tratada de modo a aparecer um pouco menos simples. Cowie fornece mais pormenores do que Bergman sugere, diz, que a peça original é um ato para dez estudantes, entre eles Gunnar Bjornstrand, e foi levada a cena pelo próprio Bergman em 1955. Mas a encenação que arrebatou a critica ocorreu em setembro do mesmo ano quando um outro elenco, que contava com a presença de Bibi Anderson dessa vez, representou no Teatro Dramático Real de Estocolmo, sob a direção de Bengt Ekerot (ator e diretor renomado que interpretou a Morte em O Sétimo Selo).
Apenas alguns elementos foram aproveitados no roteiro final do filme: o medo da peste, a queima da feiticeira, a Dança da Morte. Mas a partida de xadrez entre a Morte e o Cavaleiro não havia, e, nem existia o artístico-bufanesco "santo casal" Jof e Mia com seu bebê. Somente Jons, o Escudeiro, não sofreu mudanças.
Bergman retornou a Suécia, reescreveu o roteiro e reuniu a equipe. Deram-lhe trinta e cinco dias e um orçamento apertado, até minúsculo pelos padrões vigente no Reino Unido. Foram gastos cerca de 150 mil dólares e o diretor manteve-se dentro do cronograma e do orçamento. O filme foi feito em 1956 e estreou na Suécia em fevereiro de 1957.

Contexto Histórico

O século XIV, que é a época diegética de O Sétimo Selo, assinala o apogeu da crise do sistema feudal, representada pelo trinômio "guerra, peste e fome", que juntamente com a morte, compõem simbolicamente os "quatro cavaleiros do apocalipse" no final da Idade Média.
Inicialmente, a decadência do feudalismo resulta de problemas estruturais, quando no século XI, a elevada densidade demográfica na Europa, determinou a necessidade de crescimento na produção de alimentos, levando os senhores feudais aumentarem a exploração sobre os servos, que iniciaram uma série de revoltas e fugas, agravando a crise já existente.
As cruzadas entre os séculos XI e XIII representaram um outro revés para o sistema feudal, já que os seus objetivos mais imediatos não foram alcançados: Jerusalém não foi reconquistada pelos cristãos, o cristianismo não foi reunificado, e a crise feudal não foi sequer minimizada, já que a reabertura do mar Mediterrâneo promoveu o Renascimento Comercial e Urbano, que já contextualizam o "pré-capitalismo", na passagem da Idade Média para a Moderna.
O trinômio "guerra, peste e fome", que marcou o século XIV, afetou tanto o feudalismo decadente, como o capitalismo nascente. A guerra dos Cem Anos (1337-1453) entre França e Inglaterra devastou grande parte da Europa ocidental, enquanto que a "peste negra" eliminou cerca de 1/3 da população européia. A destruição dos campos, assolando plantações e rebanhos, trouxe a fome e a morte.
Nesse contexto de transição do feudalismo para o capitalismo, além do desenvolvimento do comércio monetário, notamos transformações sociais, com a projeção da burguesia, políticas com a formação das monarquias nacionais, culturais com o antropocentrismo e racionalismo renascentistas, e até religiosas com a Reforma Protestante e a Contra Reforma.
O filme toca imaginativamente nesse mundo antigo, saturado de feiticeiras, cavalos, fome, peste e fé, depositando confiança em nossa imaginação.

O filme

Foi o décimo filme que Bergman dirigiu e é uma de suas poucas tramas não-realistas. O roteiro original se lê como peça de teatro e poderia, com alguns retoques, ser montada como tal. Não se encontra nenhum "Plano Geral", "Zoom" ou "Pan", nada de Exterior Dia Floresta; nem Interior Dia Taverna; é como uma peça, com relativamente poucas rubricas. Podemos encontrar muitas influências culturais tanto no filme como no próprio roteiro: o quadro dos dois acrobatas de Picasso; Carmina Burana de Carl Orff; A Saga dos Folkung e O Caminho de Damasco de Strindberg; os afrescos religiosos que Bergman viu na Igreja de Haskeborga.
Houve apenas três dias de locação nas filmagens: a seqüência de abertura e as tomadas na encosta do morro. As condições atmosféricas, a locação e a luz eram perfeitas e não foi preciso repetir as tomadas. Foi um filme cheio de improvisações, a maior parte filmado nos estúdios, em Rasunda (Suécia). Bergman conta que em uma seqüência na floresta, olhando com muita atenção podemos ver as janelas envidraçadas de um bloco de apartamentos, e a torrente na floresta era o transbordamento de um cano solto que ameaçava inundar o local.
A velocidade do andamento das cenas , como uma cena passa para a outra dizendo tudo o que precisa e encarando grandes e pequenas questões com a mesma seriedade, buscando o óbvio, fazem parte do mundo bergmaniano. A clareza dos diálogos, a maneira teatral como são utilizados, também fazem parte desse mundo.
O Filme, assim como toda a obra do diretor no seu início, é considerado neo-expressionista. Os cenários são muito rústicos e simples, a maquiagem é impressionante, e muitas vezes os atores aparecem machucados, ou com dentes podres, desprovidos de qualquer regra de higiene atuais, o que dá mais realismo ao filme.
O Sétimo Selo foi dedicado a Bibi Andersson e ela, assim como Max Von Sydon, Erland Josephson, Ingrid Thulin, Liv Ullman, Harriet Anderson e Gunnar Bjosrnstrand, que começaram com ele no teatro, se tornaram para sempre "atores Bergmanianos" e seguiram carreiras internacionais.
O título é uma referência ao capitulo oito do livro das revelações. A história é simples. Um Cavaleiro e seu Escudeiro voltam das Cruzadas. O país está assolado pela peste. Eles se encontram com a Morte e o Cavaleiro faz um trato com ela: enquanto conseguir contê-la numa partida de xadrez, sua vida será poupada. Na viagem pela terra natal, encontram artistas, fanáticos, ladrões, patifes, mas por toda parte a presença da Morte, empenhada em ganhar o jogo por meios lícitos e ilícitos. No fim, todos, menos os artistas, são arrebanhados por ela. Intelectualmente a trama do filme é entrecida com dois: o da busca, pelo Cavaleiro já desesperado, de alguma prova, alguma confirmação de sua fé, e o da atitude do Escudeiro, para quem não existi nada, para além do corpo em carne e osso, senão o vazio.
O filme articulou perguntas que não se atrevia fazer: quais eram os sinais verdadeiros de que existia um Deus? Onde estava o testemunho coerente de qualquer benevolência divina? Qual era o propósito da oração? A dúvida do Cavaleiro, sua determinação de se apegar aos exercícios exteriores da crença quando o credo interiro estava esmigalhado coincidia com a situação de muitos. Mostrou com uma visão simples e totalmente moderna para a época, o relacionamento de Deus com o Homem.
A natureza religiosa da obra de Bergman se manifesta de imediato no filme. Em uma entrevista declarou que utilizava seus filmes para encarar seus temores pessoais, disse ele: "Tenho medo da maior parte das coisas dessa vida" e "Depois daquele filme ainda penso na morte, mas não é mais uma obsessão", e em O Sétimo Selo ele enfrentou o seu medo da morte. A Morte está presente todo o tempo, e cada um reage de maneira diferente a ela. Deus e a Morte são os grandes pilares do filme, e em grau menor, mas essencial, mostra seus sentimentos sobre o Amor e a Arte.
A tela destinava-se ao divertimento, quem estivesse em busca da verdadeira substância do pensamento abria um livro. Bergman botou isso de pernas para o ar nesse filme, mostrando um cinema não somente para a diversão, mas também para a reflexão.
As pessoas são geralmente muito sérias acerca do que o diretor considera serem questões sérias: Amor, Morte, Religião, Arte. Sua resoluta preocupação com assuntos sérios, mesmo em suas poucas comédias, o distingue e talvez explique porque em certo sentido ele saiu de moda. Ele insiste em enfrentar o todo da vida com seriedade, aborda o total da existência e o que está acima dela, junto com sua religiosidade, transformando-o num estrangeiro de um mundo pós-moderno e em maior parte descrente.
O senso de Humor aparece, às vezes sutil e às vezes mais ostensivo como quando a Morte serra árvore para levar o artista, é a cena mais engraçada do filme. Finamente bem humorado - sobre desafios, negociações e as eternas dúvidas e curiosidades em torno de questões metafísicas que atormentaram, atormentam e atormentarão o ser humano. Acredito que Bergman está presente no filme na angústia do cavaleiro que vê sua vida destituída de sentido, e também no ateísmo de seu fiel amigo Escudeiro.

O encontro com a Morte

A cena de abertura dá o tom: antes de qualquer imagem a música Dies Irae começa solene. A tela se ilumina, uma nuvem esbranquiçada que se não estivesse ali deixaria tudo cinza e turbulento. O coro interrompe no corte: uma dramática reelaboração da música de Dies Irae. Uma ave aparece pairando quase imóvel no céu, e o pink noise (silêncio), que é muito usado nos filmes de Bergman, dá ainda mais suspense. Outro corte mostra uma praia pedregosa e uma voz calma e suave lê um trecho do apocalipse, ouve-se o barulho das ondas batendo nas pedras.
O Cavaleiro descansa sobre as pedras e um plano mais fechado nos leva para mais perto da ação: tem um tabuleiro de xadrez ao seu lado, e ele segura uma espada na mão. O Escudeiro também dorme e seu amigo abre os olhos e observa o céu.
O dia está nascendo e Antonius se levanta para lavar o rosto. Logo após ajoelha sobre as pedras e faz uma oração, num intenso plano americano, mas seus lábios não se mexem, talvez não saiba mais rezar. Ele vai até o tabuleiro de xadrez, onde as peças já estão montadas, o silêncio traz uma figura parecida com um monge, um fantasma. O Cavaleiro arruma uma sacola e vê aquela figura. Começam a dialogar (uso de planos gerais): "Quem é você?", "Eu sou a morte".
E a morte aparece como um homem, uma presença. Segundo Bergman "Essa é a fascinação do palco e do cinema. Se você pega uma cadeira perfeitamente normal e diz "Eis a cadeira mais cara, fantástica e maravilhosa já feita em todo o mundo", se você diz isso, todos acreditam. Se o Cavaleiro diz "Você é a Morte", você acredita nisso" .
Em outro plano a Morte abre seu manto a fim de levar o Cavaleiro, sua pele é muita branca e a "música medieval" impulsiona a ação.
Após o trato sentam-se para jogar xadrez. Antonius parece estar muito calmo diante da tão aterrorizante Morte. Há até um pouco de ironia quando as peças negras são sorteadas para serem jogadas pela morte, que diz para o Cavaleiro, "Bem apropriado não acha?".
A imagem se dissolve e vemos Antonius numa igreja, olhando uma imagem de Jesus Cristo. Seu rosto, e o talento naturalmente, mas a seriedade e a capacidade também de serenidade desse ator valorizam o filme. É um rosto pensante, a procura de um entendimento da vida, uma indagação antiga, às vezes banal que nos convence. Seus momentos de extrema emoção são quando geralmente ele se vê só, salvo, talvez, por Deus.
As sombras aparecem muito, há muito contraste de claro e escuro e os closes nos personagens são muito usados. Bergman usava muito o close-up porque acreditava que eles mostravam muito da personalidade dos personagens. O sino da igreja toca sem parar, a imagem de Cristo aparece novamente, mas não é uma imagem comum, parece deformada e sofredora.
O Cavaleiro revela sua fé, sua busca. As imagens que estão por perto dele são difíceis de identificar por causa da sombra. Ele confessa esperar o conhecimento da vida, e nós vemos, entre as grades do confessionário que a Morte é quem o ouve. Ela não quer ser reconhecida e nos mostra suas más intenções. O sino cessa e eles continuam a falar de Deus e agora da Morte. Antonius está nervoso, revela sua estratégia para vencer a Morte e mostra todo seu desespero e sua surpresa ao ver que ela o enganou. Um primeiro plano mostra a expressão de seus rostos. As sombras e a escuridão tomam conta de quase toda a tela, e vemos apenas o vulto dos personagens e as grades do confessionário. A Morte vai embora, e ele observa sua mão, o sangue que pulsa nela. Antonius Block se apresenta para os espectadores junto com sua fé, coragem e satisfação, talvez até orgulho de jogar xadrez com a Morte.

Os flagelantes

A cena com os flagelantes é maravilhosa. Começa com a apresentação dos artistas, numa inocente maneira de divertir o público do vilarejo. Eles dançam, cantam, brincam, tocam instrumentos quando a música entra, dando um clima de terror a cena. É um contraste ver a alegria dos artistas seguidas de tanta dor, culpa, desespero e fé dos torturadores: "Eles acreditam que a peste é um castigo de Deus por eles serem pecadores".
Os olhos de Jof e Mia se enchem de espanto, assim como a de todas as pessoas que vêem a procissão. A música é apavorante.
Eles passam por uma porteira carregando Imagens e Cruzes. Pessoas deficientes, muito magras e idosas impressionam. Estão vestidos como monges, com roupas esfarrapadas, se ouve os gritos e o barulho dos chicotes. Os closes aparecem freqüentemente mostrando o espanto das pessoas que vêem os flagelantes passar.
Essa cena foi feita em um só dia, os extras foram feitos em clinicas geriátricas da cidade.

A dança da Morte

Após todos serem arrebanhados pela Morte, o plano que segue é o de Mia, olhando para o céu com seu filho Mickael e Jof ao seu lado, dentro da carroça. Ela acorda o marido e se vêem a salvo. O céu está claro e a cena é a mais iluminada do filme. Eles parecem felizes, os pássaros cantam e, saindo da barraca, jof observa a montanha. Sua expressão é de espanto ao ver todos eles, o ferreiro e lisa, o Cavaleiro, Raval, Jons e Skat, na mais famosa cena do filme, a Dança da Morte. A imagem do ator se difundi com a da dança. "Dançam rumo a escuridão e a chuva cai nos seus rostos", "No céu tempestuoso", diz Jof. A trilha impressiona.
"Você e suas fantasias" diz Mia sorrindo, acredita que tudo não passa da imaginação de Jof. Eles vão embora por uma trilha da encosta, os pássaros voltam a cantar e a música agora transmite paz e alegria.
Essa cena foi feita com muita improvisação, tão em cima da hora que um dos atores (o ferreiro) precisou de um dublê. As condições do tempo eram perfeitas e Bergman não precisou repetir a tomada.


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Quinta-feira, Novembro 06, 2003



Meninas! Botem a boca no trombone...



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Segunda-feira, Novembro 03, 2003



Continuando os scans de Miracleman, a série normal dá uma parada para dar lugar a interessante minissérie Miracleman Apocrypha. Essa série em 3 partes, que foi publicada um pouco antes do cancelamento prematuro da revista mensal, apresenta uma coleção de histórias curtas sobre Miracleman e seus coadjuvantes, escritas e desenhadas por artistas consagrados e talentosos. Além de Neil Gaiman, essa primeira edição conta com os talentos de Mark Buckingham (Homem-Aranha, Batman), James Robinson (Starman, A Era de Ouro, SJA), Kelley Jones (Sandman, Batman, Desafiador), Norm Breyfogle (Batman, Espectro) e Matt Wagner (Sandman, Grendel, Etrigan, Batman, Trinity), entre outros. Um verdadeiro presente para os fãs do atormentado herói.
Espero que gostem. Eu achei o máximo!

Esse arco dá conteúdo ao 6º livro de mesmo nome, estou colocando o primenro volume, depois eu coloco os seguintes...

OBS: não sou eu que quero colocar assim "picadinho", mas as fontes estão vindo em pacotes mensais

Miracleman.Livro6.Apocrypha.1de3.HQ.BR.03nov03.por.Gaho.gibiHQ.rar



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Não sei porque, mas os assuntos que tratam da condição/natureza humana me atraem de tal forma que me sinto como se estivesse passeando num panteão mental, participando e interagindo com as mais diversas formas de ver o mundo, ou o que nos acerca. No filme "O Home que Copiava", tem a estória de André, um operador de fotocopiadora que se envolve em muitos problemas para arrebatar o amor platônico de Sílvia, uma moça suburbana que vive com o pai, que a rouba e a espia no banheiro se masturbando... Daí já dá prá imaginar o que pode acontecer! E o final é supreendente.

Mas o que me marcou mesmo, foi um soneto que André quase lê enquanto está fotocopiando um livro de Shakspeare:

Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia,
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
A prata a preta têmpora assedia;

Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia a sombra franca
E em feixe atado agora o verde trigo
Seguir o carro, a barba hirsuta e branca;

Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono

Morrem ao ver nascendo a graça nova.
Contra a foice do Tempo é vão combate,
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.

W. Shakespeare (Soneto XII, 1609)

Essa é a tradução que está no filme, a partir desse original:

XII

When I do count the clock that tells the time,
And see the brave day sunk in hideous night;
When I behold the violet past prime,
And sable curls, all silvered o'er with white;
When lofty trees I see barren of leaves,
Which erst from heat did canopy the herd,
And summer's green all girded up in sheaves,
Borne on the bier with white and bristly beard,
Then of thy beauty do I question make,
That thou among the wastes of time must go,
Since sweets and beauties do themselves forsake
And die as fast as they see others grow;
.....And nothing 'gainst Time's scythe can make defence
.....Save breed, to brave him when he takes thee hence.

Quem quiser ver as páginas em fac-símile do original é só clicar aqui:

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É interessante como de uns tempos prá cá, o cinema nacional têm se tornado "coisa de moda". Em 2 dias, assisti nada mais que 3 filmes nacionais.

Os Normais: 8,00
Dom: 8,75
O Homem que Copiava: 9,50

Mesmo assim, ainda ouço pessoas que dizem que os nossos filmes são os mesmo feitos há uns 20 anos atrás (pornochanchada), onde muitas atrizes que vemos hoje se esbaldavam...



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